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21 agosto 2017

LIÇÃO 09 - SOCIEDADE E MISSÃO SOCIAL / SUBSÍDIOS / REVISTA CLASSE ADOLESCENTES





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LIÇÃO 09 - HEDONISMO, UM PERIGO DO NOSSO TEMPO / SUBSÍDIOS / REVISTA CLASSE JOVENS







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20 agosto 2017

LIÇÃO 09 - A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA / SLIDES / REVISTA CLASSE ADULTOS






LIÇÃO 09 - A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA




TEXTO ÁUREO

“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.” (1 Pe 1.15)



VERDADE PRÁTICA

Cremos na necessidade e na possibilidade de termos uma vida santa e irrepreensível por obra do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de Jesus Cristo.



1 Pedro 1.13-22



13 - Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo,
14 - como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;
15 - mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,
16 - porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.
17 - E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação,
18 - sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais,
19 - mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,
20 - o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós;
21 - e por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.
22 - Purificando a vossa alma na obediência à verdade, para amor fraternal, não fingido, amai-vos ardentemente uns aos outros, com um coração puro.




INTRODUÇÃO


Quando o pecador se arrepende e aceita Jesus como seu Salvador pessoal, ele é justificado, regenerado, santificado e adotado na família de Deus. A santificação é especialidade do Espírito Santo; é instantânea, mas ao mesmo tempo progressiva, pois esse processo continua na vida do crente. O presente estudo pretende explicar a necessidade e a possibilidade de uma vida santa.





I - DEFININDO OS TERMOS


1. A santidade de Deus. Essa santidade é absoluta, pois Deus é santo em seu caráter e essência, conforme disse o profeta Amós, em duas ocasiões: "Jurou o Senhor Jeová, pela sua santidade" e "Jurou o Senhor Jeová pela sua alma" (Am 4.2; 6.8). A santidade é característica fundamental de Deus (Is 6.3; Ap 4.8). Ele é singular por causa de sua majestade infinita e também em virtude de se tratar de um Ser totalmente distinto e separado, em pureza, de suas criaturas (Sl 99.1-5). Essa santidade é a plenitude gloriosa da excelência moral de Deus, que existe nEle e que nEle se originou, não tendo sido derivada de ninguém: "Não há santo como é o SENHOR [...]" (1 Sm 2.2).




2. Significado. O verbo hebraico qadash,"ser santo", e seus derivados "santo, santificar, dedicar, consagrar", no Antigo Testamento, significam "separar". Quando aplicado à religião de Israel, tem a ideia de "separar para Deus, retirar do uso comum", tal como pode ser visto em Levítico 10.10. Isso vale para lugares (Êx 3.5), casas e campos (Lv 17.14,16), utensílios e animais (Lv 8.10,11; 10.12,13,17), o ouro do Templo (Mt 23.17,19), pessoas (Êx 28.41) e muitas outras coisas, como dias santos, festas, etc. Assim, o sentido de santidade é de afastar-se de tudo o que é pecaminoso, de tudo o que contamina. A Septuaginta traduz qadosh,"santo", pelo termo grego hagíos, "santo", palavra adotada pelos escritores do Novo Testamento. Há outro termo menos comum, mas igualmente importante, taher, "purificar", e seu cognato katharizo, no grego, usado na Septuaginta e no Novo Testamento nos sentidos cerimonial e moral.




3. Exclusividade. Dizer que qualquer coisa, objeto ou pessoa é consagrada, separada ou dedicada a Deus significa dizer que isso pertence a Ele (Êx 13.2) ou serve a Ele com exclusividade (Êx 30.30; Lv 20.26). O que é sagrado não pode ter uso comum; o azeite da unção e o incenso do santuário não podiam ter outro uso (Êx 30.33,38). O sagrado deve ser tratado como tal. Os antigos hebreus levavam a santidade a sério. Todos esses rituais de consagração são representações visuais de verdades espirituais reveladas no Novo Testamento (Cl 2.17; Hb 8.5; 9.9).




SÍNTESE DO TÓPICO I

O nosso chamado para ser santo, isto é, afastar-se de tudo aquilo que é pecaminoso, está baseado na santidade de Deus.





II - A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA


1. Israel. O apelo à santidade diz respeito à pureza da nação de Israel para manter o povo distante da idolatria, da prostituição e de outras práticas pecaminosas. Deus escolheu Israel para ser sua propriedade particular dentre todos os povos, reino sacerdotal e povo santo: "[...] então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo [...]" (Êx 19.5,6). O estilo de vida dos israelitas devia estar de acordo com a santidade do seu Deus: "Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo" (Lv 19.2). Essa santidade exigida era mais do que natural, porque Deus é santo (Lv 11.44), e os israelitas foram "separados", ou seja, "retirados" dentre os povos para Deus.




2. A Igreja. Os três propósitos de Deus com Israel são os mesmos para a Igreja: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe 2.9). Assim como os israelitas, fomos chamados por Deus e separados para o seu serviço; agora somos "sacerdócio real, nação santa e povo adquirido". Desde os tempos do Antigo Testamento, a idolatria e a prostituição sempre caminharam juntas (Jz 8.33; Os 4.13,14). Esses são os mesmos desafios da igreja hoje: "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição" (1 Ts 4.3). Devemos fugir da prostituição e também da idolatria (1 Co 6.18; 10.14).




3. Uma exigência natural. Essa exigência é mais do que natural porque Deus é Santo: "mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.15,16) assim como o é seu Filho Jesus Cristo (Lc 1.35; Jo 6.69). Da mesma maneira como Deus escolheu e santificou o povo de Israel para viver em santidade, assim também o Senhor Jesus nos chamou para vivermos uma vida santa. Israel precisava viver longe das práticas imorais dos cananeus, nós, da mesma forma devemos nos abster da prostituição.




SÍNTESE DO TÓPICO II

Da mesma forma que Deus separou Israel para ser santo, Ele separou a Igreja para ser santa.





III - A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA


1. A santificação posicional. É o primeiro aspecto da santificação, também chamado de santificação passada ou instantânea. É posicional porque acontece uma mudança no ser humano, de pecador para santificado em Cristo (At 26.18; 1 Co 1.2). É a santificação que ocorre quando o pecador recebe, pela fé, a Jesus como Senhor e Salvador pessoal (1 Co 1.30). Essa santificação é instantânea, mas é também o começo de uma vida progressiva de santificação. Todos nós, salvos em Jesus, somos santos, e é assim que somos reconhecidos no Novo Testamento (At 9.13,32,41) e é dessa maneira que o apóstolo Paulo se dirige aos crentes nas suas epístolas (Rm 1.7). A base dessa santificação é o sacrifício de Jesus (Hb 10.10,14), mas ela é obra do Deus trino e uno por ocasião da conversão do pecador a Cristo (Jo 17.17; 1 Co 6.11; 1 Pe 1.2).




2. A santificação real. É conhecida como a santificação presente. Ela é progressiva (Pv 4.18). A cada dia avançamos em santidade: "Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2 Co 3.18). Observe que havia crentes carnais na Igreja de Corinto (1 Co 3.3) e, mesmo assim, eles são considerados "santos", por isso precisavam de crescimento espiritual (2 Pe 3.18). De igual modo, o apóstolo Pedro exorta à santificação (1 Pe 1.15,16) os mesmos que ele antes chama "santos" (1 Pe 1.2). Isso é possível porque somos nascidos de Deus (1 Jo 4.7; 5.1) e o Espírito Santo está em nós e habita em nós (Jo 14.17; 2 Tm 1.14).




3. A santificação futura. É o terceiro aspecto da santificação, conhecido também como "glorificação" (Fp 3.11). Na ressurreição, seremos completos, e isso é extensivo à santificação, quando o Senhor Jesus declara "que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso" (Fp 3.21). É nessa ocasião que veremos a Deus como Ele é (1 Jo 3.2). Essa é a nossa esperança.



4. É possível ser santo? Sim! É possível. E deve ser o desejo de todo cristão se parecer com Jesus e ter uma vida santa, assim como o Mestre teve. Pela sua infinita graça, Deus concede vida santa a todos os pecadores, desde que eles se arrependam e confessem o nome de Jesus (Rm 10.9,10). Assim, Deus disponibilizou três meios para a santificação: o sangue de Jesus: "E, por isso, também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta" (Hb 13.12); o Espírito Santo (2 Ts 2.13); e a própria Palavra de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26). O Senhor nos forneceu todos os recursos necessários para uma vida santa e separada do mundanismo (Rm 12.1,2).



SÍNTESE DO TÓPICO III

A santificação tem uma perspectiva passada, presente e futura, destacando a suficiência do sacrifício de Cristo.




CONCLUSÃO


O nosso dever não consiste apenas em nos afastar do pecado e de toda a forma de paganismo, mas também de combatê-los com a pregação do evangelho e com nossa maneira de viver, assim como fizeram os primeiros cristãos. O cristianismo é a única religião do planeta que tem o Espírito Santo (Jo 14.16,17). É Ele quem nos capacita a viver em santidade e a vencer as tentações. Somos privilegiados porque temos Jesus e o Espírito Santo.













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Referências
Revista Lições Bíblicas. A RAZÃO DA NOSSA FÉ, Assim cremos, assim vivemos. Lição 09 – A necessidade de termos uma vida santa. I – Definido os termos. 1. A santidade de Deus. 2. Significado. 3. Exclusividade.  II – A necessidade de termos uma vida santa. 1. Israel. 2. A Igreja. 3. Uma exigência natural. III – A possibilidade de termos uma vida santa. 1. A santificação posicional. 2. A santificação real. 3. A santificação futura. 4. É possível ser santo? Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 3° Trimestre de 2017.


Elaboração dos slides: Ismael Pereira de Oliveira. Pastor na Igreja Assembleia de Deus, Convenção CIADSETA, matrícula número 3749-12. Inscrito na CGADB, número do registro 76248. Contatos para agenda: 63 - 984070979 (Oi) e 63 – 981264038 (Tim), pregação e ensino.











14 agosto 2017

LIÇÃO 08 - SOCIEDADE E POLÍTICA / SUBSÍDIOS / REVISTA CLASSE ADOLESCENTES






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LIÇÃO 08 - DEPRESSÃO, UM MAL DO NOSSO TEMPO / SUBSÍDIOS / REVISTA CLASSE JOVENS

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LIÇÃO 08 - A IGREJA DE CRISTO / SUBSÍDIOS / REVISTA CLASSE ADULTOS





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13 agosto 2017

LIÇÃO 08 - A IGREJA DE CRISTO / SLIDES DA LIÇÃO / REVISTA CLASSE ADULTOS







LIÇÃO 08 - A IGREJA DE CRISTO




TEXTO ÁUREO

"Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." (Mt 18.20)



VERDADE PRÁTICA

Cremos na Igreja, que é o corpo de Cristo, una, santa e universal assembleia dos fiéis remidos de todas as eras e todos os lugares.





1 Coríntios 12.12-20,25-27

12 - Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
13 - Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.
14 - Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
15 - Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
16 - E, se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
17 - Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
18 - Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.
19 - E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?
20 - Agora, pois, há muitos membros, mas um corpo.
25 - para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros.
26 - De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.
27 - Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.





INTRODUÇÃO


A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes marcou o início da jornada da Igreja, e vemos o seu final glorioso no epílogo da história humana, em Apocalipse. Todos nós fazemos parte dessa história. O presente estudo pretende descrever a Igreja como corpo de Cristo, o que isso significa e quais são os elementos que identificam uma igreja.





I - A COMUNIDADE DOS FIÉIS


1. Etimologia. O termo grego para "igreja" é ekklesía, literalmente, "chamado para fora", do verbo grego ekkaleo, "chamar, convocar", que não aparece no Novo Testamento grego e só ocorre duas vezes na Septuaginta: "e chamaram Ló" (Gn 19.5) e "chamarás pacificamente" (Dt 20.10, LXX). O substantivo ekklesía aparece 115 vezes no Novo Testamento, das quais em apenas cinco não é traduzido por "igreja": em Atos 19.32, 39 e 41, a ideia é de "ajuntamento" ou "assembleia", como aparece na ARA; e nas outras duas ocorrências o termo se refere à congregação de Israel (At 7.38; Hb 2.12).



2. A assembleia dos cidadãos. A Septuaginta emprega o mesmo termo ekklesía para traduzir o hebraico qahal, "assembleia, multidão humana reunida", em referência à congregação de Israel (Dt 23.2; 31.30; 2 Cr 6.3), e para verter mais quatro palavras menos frequentes no Antigo Testamento. Esse era o mesmo vocábulo para a assembleia dos cidadãos em Atenas. Mas o termo aparece no Novo Testamento com um significado glorioso: "Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus" (Ef 2.19) e "universal assembleia e igreja dos primogênitos" (Hb 12.23). Essas palavras expressam um tom de uma celebração jubilosa, de uma reunião festiva com todos os remidos como cidadãos da comunidade celestial (Ap 5.11-13).



3. O significado da expressão "Santa Igreja Católica". Essas palavras aparecem nos principais credos da antiguidade cristã. O termo katholikós, "universal, geral", significa literalmente "de acordo com o todo", pois é substantivo composto por katá e de holos. A preposição grega katá significa "de cima para baixo, contra, ao longo de, conforme, de acordo, segundo", e a palavra holos quer dizer "todo, inteiro, completo". Foi Inácio, bispo de Antioquia (70-110), que empregou o termo para designar a igreja com o sentido de "geral, universal". Mas o significado exato do termo se perdeu com o tempo.




SÍNTESE DO TÓPICO I

A palavra "igreja" remonta à comunidade dos fiéis reunida em nome do Senhor Jesus.





II - ELEMENTOS QUE IDENTIFICAM UMA IGREJA


1. Afinal, o que é Igreja? É toda congregação ou assembleia que se reúne em torno do nome de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, professando sua fé nEle publicamente e de forma diversificada, aberta a todas as pessoas, a qual inclui o batismo e a Ceia do Senhor (nas reuniões específicas). Trata-se da igreja no sentido completo da palavra. Como Jesus mesmo prometeu, Ele está presente na igreja por meio do Espírito Santo até a consumação dos séculos (Mt 18.20; 28.20).



2. As ordenanças. São duas as ordenanças da Igreja dadas por ordem específica do Senhor Jesus. A primeira é o batismo em águas: "Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19). A segunda é a Ceia do Senhor: "fazei isso em memória de mim" (Lc 22.19). O batismo em águas é o rito que simboliza a nossa união com Cristo e é a nossa confissão pública de fé em Jesus (Rm 6.4). Como se nasce apenas uma vez, da mesma forma o batismo acontece uma só vez (Ef 4.5). Já a Ceia do Senhor é o rito da comunhão e significa a continuação da vida espiritual (1 Co 10.16). O crente em Jesus precisa estar em comunhão com a Igreja para participar da Ceia do Senhor. Isso por si mostra a impossibilidade de alguém querer ser crente sem se tornar membro da Igreja.



3. A adoração. Os crentes em Jesus se reúnem para a adoração pública e coletiva. Os dois principais verbos gregos para "adorar", no Novo Testamento, são proskyneo, que significa "adorar, render homenagem", no sentido de prostrar-se (Ap 19.10), e latreuo, que significa "servir" a Deus (Ap 22.3). À luz da Bíblia, podemos definir adoração como serviço sagrado, culto ou reverência a Deus por suas obras (Sl 92.1-5) e por aquilo que Deus é (Sl 100.1-4). Não há diferença entre "servir" e "adorar" nem entre "prostrar-se" e "adorar". Os principais elementos de um culto são: oração, louvor, leitura bíblica, pregação ou testemunho, oferta e manifestação dos dons do Espírito Santo (1 Co 14.26).



4. A família de Deus. Não devemos confundir igreja com templo; a casa de Deus é outra coisa. Há passagens no Novo Testamento em que o termo "casa" parece se referir à igreja: "para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo" (1 Tm 3.15); "vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo" (1 Pe 2.5); "já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus" (1 Pe 4.17). O termo "casa" também é utilizado na Bíblia metaforicamente para designar "família" (Js 24.15; At 16.31). A Igreja é citada como a família de Deus (Ef 2.19) e o templo espiritual de Deus (1 Co 3.16; Ef 2.22). É por isso que chamamos de irmãos aqueles que se convertem ao Senhor Jesus.



SÍNTESE DO TÓPICO II

As ordenanças (batismo e ceia), a adoração e a reunião de pessoas são elementos que identificam a Igreja.





III - O CORPO DE CRISTO


1. O corpo e seus membros. A Igreja é o corpo místico de Cristo (Ef 1.22,23). O apóstolo Paulo chama a atenção para um detalhe importante: "o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo" (1 Co 12.12). Mas ele não relaciona o tema unidade e diversidade do corpo e seus membros com a Igreja, o que era de se esperar, mas diz o seguinte: "assim é Cristo também". Longe de confundir Cristo com a Igreja, pois Jesus é transcendente (Cl 1.16,17), o que Paulo nos ensina é que pertencemos a Cristo e por Ele somos membros do seu corpo (1 Co 12.27).



2. A morada de Deus. Quando Saulo de Tarso se encontrou com Jesus no caminho de Damasco, ele ouviu a voz que dizia: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 9.4). Saulo perseguia os discípulos de Jesus, mas o Senhor se identificou com eles. Ao apóstolo foi revelado que a Igreja é o corpo espiritual de Cristo, sendo o Senhor mesmo a cabeça (Ef 1.22,23; Cl 1.18), e seus membros são o templo de Deus, a habitação do Espírito Santo (1 Co 3.16); em outras palavras, a morada de Deus no Espírito (Ef 2.22). O tabernáculo e o Templo de Jerusalém representavam a presença de Deus (Êx 40.34; 2 Cr 7.2,16). O salmista diz: "SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória" (Sl 26.8). Não existe mais o Templo de Jerusalém, mas Deus habita no cristão individual (Jo 14.23; 1 Co 6.19).



3. Os membros do corpo. A tradução "por um só Espírito" (1 Co 12.13), como aparece na Almeida Século 21, e expressões correlatas na NTLH, e na NVI (que tem esta nota: "Ou com; ou ainda por"), não significa o mesmo que "em um só Espírito". As duas versões são gramaticalmente legítimas (Lc 2.27; 1 Co 12.3; Ef 3.5). Ser batizado "por um só Espírito" quer dizer que é o Espírito quem batiza; isso indica a iniciação dos crentes no corpo de Cristo e não se refere ao batismo do dia de Pentecostes. Essa posição é defendida também por Stanley M. Horton. Não há distinção de pessoas, raça ou status social na Igreja. O apóstolo explica: "formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito" (1 Co 12.13b). A ilustração do corpo humano com a Igreja nos versículos seguintes, além de mostrar a unidade na diversidade, ensina também que precisamos uns dos outros (1 Co 12.21) e que, igualmente, diferimos entre si (1 Co 12.18) e que precisamos cuidar uns dos outros (1 Co 12.25). Isso é Igreja.




SÍNTESE DO TÓPICO III
A Igreja é o corpo de Cristo na terra, a morada do Deus Altíssimo.





CONCLUSÃO


Diante do exposto, concluímos que Deus estabeleceu a sua morada, primeiramente no tabernáculo e depois no Templo, ambos consagrados a Ele, e que da mesma forma o Espírito Santo também estabeleceu a sua habitação no corpo do cristão individual. Entre gentios e judeus, o Senhor Jesus formou um novo povo (1 Co 10.32), de modo que o gentio deixa de ser gentio quando se converte ao evangelho de Jesus Cristo (1 Co 12.2; Ef  2.11). A missão principal da igreja é adorar a Deus e propagar o evangelho a todas as nações da terra (Mt 28.19,20).








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Referências

Revista Lições Bíblicas. A RAZÃO DA NOSSA FÉ, Assim cremos, assim vivemos. Lição 08 – A Igreja de Cristo. I – A comunidade dos fiéis. 1. Etimologia. 2. A assembleia dos cidadãos. 3. O significado da expressão “Santa Igreja Católica”.  II – Elementos que identificam uma igreja. 1. Afinal, o que é Igreja? 2. As ordenanças. 3. A adoração. 4. A família de Deus. III – O corpo e Cristo. 1. O corpo e seus membros. 2. A morada de Deus. 3. Os membros do corpo. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 3° Trimestre de 2017.


Elaboração dos slides: Ismael Pereira de Oliveira. Pastor na Igreja Assembleia de Deus, Convenção CIADSETA, matrícula número 3749-12. Inscrito na CGADB, número do registro 76248. Contatos para agenda: 63 - 984070979 (Oi) e 63 – 981264038 (Tim), pregação e ensino.