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16 abril 2018

LIÇÃO 04 - CONSERVANDO UMA VIDA FRUTÍFERA / SUBSÍDIOS / CLASSE JOVENS






Aula ministrada pelo professor Jessé E. Branco








Aula ministrada pelo professor Adriel Lemos








Aula ministrada pelo pastor Edvaldo Bueno










Aula ministrada pelo professor Gabriel Raso










Aula ministrada pelo professor Janderson Nascimento









Aula ministrada no canal do Youtube Estudos Bíblico C.E.B.












LIÇÃO 04 - ÉTICA CRISTÃ E ABORTO / SUBSÍDIOS / CLASSE ADULTOS










Aula ministrada pelo Dr. Pr. Caramuru Afonso Francisco 
 Acesse (www.portalebd.org.br)









Aula ministrada pelos professores da IEADPE








Aula ministrada pelo Evangelista Rodrigo Gomes









Aula ministrada pelo professor Fábio Segantin











Aula ministrada pelo pastor Jaisson F. de Campos










Aula ministrada pelos professores da Assembléia de Deus em Londrina








Aula ministrada pelo professor Alberto Alves da Fonseca










Aula ministrada pelo professor Pr. Edvaldo Bueno (Igreja AD ministério Belém em Paulínia/SP)










Aula ministrada pelo professor Gabriel Raso










Aula ministrada pelo presbítero Mauro Lúcio










Aula ministrada pelo presbítero Janderson Nascimento











Aula ministrada pelo professor Sandro Moraes









Aula ministrada pelo professor Josué de Andrade









Aula ministrada no canal do Youtube Esboço EBD









Aula ministrada pelo professor do canal no youtube Moldado











Aula ministrada pelo professor Marcelo Augusto de Lima











Aula ministrada pelo professor Adair Ferreira











Aula ministrada pelo professor João Gomes










Aula ministrada pelo professor Evandro Ribeiro












Aula ministrada pelo professor Airton Luciano










Aula ministrada pelo professor Paulo Delanheze
















LIÇÃO 04 - ÉTICA CRISTÃ E ABORTO / SLIDES DA LIÇÃO / CLASSE ADULTOS








LIÇÃO 04 - ÉTICA CRISTÃ E ABORTO




TEXTO ÁUREO
“Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.”  (Sl 139.16)



VERDADE PRÁTICA
O Senhor Deus é quem concede a vida, portanto, o direito de nascer e de viver não pode ser violado pelas ideologias humanas.






Salmos 139.1-18



1 – SENHOR, tu me sondaste e me conheces.
2 – Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
3 – Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
4 – Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces.
5 – Tu me cercaste em volta e puseste sobre mim a tua mão.
6 – Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir.
7 – Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face?
8 – Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também;
9 – se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
10 – até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
11 – Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então, a noite será luz à roda de mim.
12 – Nem ainda as trevas me escondem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.
13 – Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe.
14 – Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
15 – Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
16 – Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.
17 – E quão preciosos são para mim, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!
18 – Se os contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo, ainda estou contigo.





INTRODUÇÃO




O tema do aborto implica agressão à dignidade humana e a inviolabilidade do direito à vida. Em nossos dias, muitos segmentos da sociedade se mostram favoráveis ou simpatizantes à prática do aborto. Acerca do assunto a Bíblia assegura que Deus é o autor e a fonte da vida (Gn 2.7; Jó 12.10), e somente Ele tem poder sobre a vida e a morte (1 Sm 2.6). Nesta lição, abordaremos o conceito de aborto, o embrião e o feto como seres humanos, os tipos de aborto e suas implicações éticas.





I – ABORTO: CONCEITO GERAL E BÍBLICO


Aborto é a interrupção da gravidez. Parte da sociedade o considera como um direito da mulher, mas a Bíblia trata-o como um crime contra a vida.

1. Conceito geral de aborto. A palavra “aborto” é formada por dois vocábulos latinos: “ab” (privação) e “ortus” (nascimento), que juntos significam a “privação do nascimento”. O substantivo “aborto” é derivado do verbo latino “aborior” (falecer ou sumir), expressão que indica o contrário de “orior” (nascer ou aparecer). Assim, conceitualmente, o aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou do feto. Esta interrupção pode ser involuntária ou provocada.



2. O aborto no contexto legal. O código de Hamurabi (1810-1750 a.C.) condenava o aborto. No código de Napoleão (1769-1821) era crime hediondo. No Código Criminal do Império no Brasil (1830) era proibido. Hoje, a legislação brasileira permite apenas nos casos de risco de morte à mulher, estupro e anencefalia. Nos demais casos o aborto ainda é crime (Art. 124, CP). No entanto, no Congresso Nacional, Projetos de Lei tramitam com a proposta de legalizá-lo em qualquer caso.



3. Conceito bíblico de aborto. Na lei mosaica, provocar a interrupção da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso (Êx 21.22-23). No sexto mandamento, o homem foi proibido de matar (Êx 20.13), que significa literalmente “não assassinar”. Os intérpretes do Decálogo concordam que o aborto está incluso neste mandamento. Assim, quem mata o embrião, ou o feto, peca contra Deus e contra o próximo.




4. O aborto na história da Igreja. “O ensino dos dez apóstolos” (século I), chamado de Didaquê, condena o aborto: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido” (Didaquê 2,2). O apologista Tertuliano (150-220) ensinou que a morte de um embrião tem a mesma gravidade do assassinato de uma pessoa já nascida e que impedir o nascimento é um homicídio antecipado. O polemista Agostinho (354-430) e o teólogo Tomás de Aquino (1225-1274) consideravam pecado grave interromper a gestação e o desenvolvimento da vida humana.




SÍNTESE DO TÓPICO I
O aborto é a interrupção, involuntária ou provocada, do embrião ou do feto.






II – O EMBRIÃO E O FETO SÃO UM SER HUMANO


Fecundação, embrião e feto são os nomes das três etapas da gestação.

1. Quando começa a vida? Muitos cientistas concordam que a vida tem início na fecundação, quando o espermatozoide e o óvulo se fundem gerando uma nova célula chamada “zigoto”. Outros defendem que a vida inicia com a fixação do óvulo fecundado no útero, onde recebe o nome de embrião − período entre o 7º e o 10º dia de gestação. Outros apontam o começo da vida por volta do 14º dia quando ocorre a formação do sistema nervoso. Tem ainda os que indicam o começo da vida quando o feto tem condições de se desenvolver fora do útero por volta da 25ª semana de gestação. E também os que defendem a ideia de que a vida só se inicia por ocasião do nascimento do bebê.



2. O que diz a Bíblia? Como as respostas humanas têm sido controversas, o cristão deve buscar a verdade na revelação divina. A Palavra de Deus ensina que a vida inicia na fecundação (Jr 1.5). O rei Davi descreve sua existência como ser vivo desde o início da concepção: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Sl 139.16). Por conseguinte, de acordo com as Escrituras, a vida começa quando ocorre a união do gameta masculino ao feminino. Esta nova célula é um ser humano e possui identidade própria.



3. Qual a posição da Igreja? Apoiada nas Escrituras, a Igreja de Cristo defende a dignidade humana desde a concepção. Ensina que a vida humana é sagrada e não pode ser violada pelo homem (1 Sm 2.6). Que toda ideologia que seculariza os princípios bíblicos deve ser combatida (2 Tm 3.8). Sabiamente, a posição oficial das Assembleias de Deus no Brasil foi assim exarada: “A CGADB [Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil] é contrária a essa medida [aborto], por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno, em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida” (Carta de Brasília, 41ª AGO, 2013).




SÍNTESE DO TÓPICO II
Segundo a Bíblia, e conforme a tradição da Igreja Cristã, a vida humana se inicia na concepção.






III – TIPOS DE ABORTOS E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS


A legislação brasileira autoriza a interrupção da gravidez em três casos somente. Neste tópico apresentamos as principais implicações éticas para estes tipos de aborto.

1. Aborto de Anencéfalo. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) legalizou a interrupção da gravidez de feto anencéfalo (má-formação rara do tubo neural). A principal implicação ética desta decisão está no descarte de um ser humano por apresentar uma má formação cerebral. Trata-se de uma ideologia racista chamada “eugenia” que defende a sobrevivência apenas dos seres saudáveis e fortes. Uma nítida incoerência de quem defende os direitos humanos e ao mesmo tempo age de modo discriminatório. Neste quesito enfatizam as Escrituras: “para com Deus, não há acepção de pessoas” (Rm 2.11).




2. Aborto em caso de estupro. Como não é necessária a comprovação do crime de estupro e nem autorização judicial para o aborto, a lei é permissiva e complacente com a interrupção da gravidez sob a alegação de estupro sem que ele tenha ocorrido. Assim, discute-se a inviolabilidade do direito à vida do nascituro (Art. 5º, CF e Art. 2º do CC). Outra questão ética relaciona-se ao fato de que um crime não pode justificar outro crime. Para os cristãos o ensino bíblico é claro: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21).





3. Aborto Terapêutico. Procura-se justificar clinicamente esta ação sob a alegação de que a vida de um adulto tem maior valor que a de um ser em gestação. Daí surge questões éticas quanto à valoração da vida humana. Uma pessoa merece viver e outra não? Tertuliano, em sua obra Apologeticum (197), ensinava que não existe diferença entre uma pessoa que já tenha nascido e um ser em gestação. Outra questão é acerca do poder sobre a existência. Podemos decidir quem deve viver ou morrer? Não afirmam as Escrituras que a vida e a morte são, unicamente, da alçada divina? (1 Sm 2.6; Fp 1.21-24). Neste caso específico, ajamos com sabedoria, prudência e critério, nunca nos esquecendo da sacralidade da vida humana.



SÍNTESE DO TÓPICO III
Aborto terapêutico, aborto em caso de estupro e aborto anencéfalo são os previstos na lei brasileira.





CONCLUSÃO

A valorização da dignidade humana, o direito à vida e o cuidado à pessoa vulnerável são princípios e doutrinas imutáveis do Cristianismo. Em uma sociedade secularizada o cristão precisa tomar cuidado com relativismo e estar alerta quanto às ações de manipulação de sua consciência e o desrespeito à vida humana (1 Tm 4.1,2).
















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Referências
Revista Lições Bíblicas. VALORES CRISTÃOS, Enfrentando as questões morais de nosso tempo. Lição 04 – Ética Cristã e aborto. I – Aborto: Conceito geral e bíblico. 1. Conceito geral de aborto. 2. O aborto no contexto legal. 3. Conceito bíblico de aborto. 4. O aborto na história da igreja. II – O embrião e o feto são um ser humano. 1. Quando começa a vida? 2. O que diz a Bíblia. 3. Qual a posição da igreja? III – Tipos de abortos e suas implicações éticas. 1. Aborto de anencéfalo. 2. Aborto em caso de estupro. 3. Aborto terapêutico. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 2° Trimestre de 2018.

Elaboração dos slides: Ismael Pereira de Oliveira. Pastor na Igreja Assembleia de Deus, Convenção CIADSETA, matrícula número 3749-12. Inscrito na CGADB, número do registro 76248. Contatos para agenda: 63 - 984070979 (Oi) e 63 – 981264038 (Tim), pregação e ensino.