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06 fevereiro 2014

LIÇÃO 06 – A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL NO DESERTO ATÉ O SINAI / SUBSÍDIO





Amados, nesta lição veremos que depois de um grande momento de estresse e agonia, o povo de Deus atravessa o Mar Vermelho e definitivamente se livra da escravidão do Egito, o temido Faraó agora fazia parte do passado. Finalmente um momento de regozijo. Tudo parecia caminhar muito bem, até o povo sentir a escassez de alimento e água no deserto.

Qual era o propósito de Deus ao levar o seu povo para o deserto? Será que Deus havia se esquecido de sua promessa? Onde estava a tão sonhada e prometida terra que manava leite e mel? O Egito era bem melhor se comparado com o deserto que estavam peregrinando! Quantos questionamentos surgiram no deserto? Muitos! Quando começam a surgir muitas interrogações na sua mente, pode ser um sinal que você está atravessando um deserto.

Deus tinha o propósito de se revelar para Israel como um pai amoroso, cuidadoso, provedor, acolhedor e presente. Uma nova fase na vida dos hebreus, pois passaram a conhecer Deus como nunca tinham visto. Jeová se revela como o Deus provedor, todos os dias enviava o maná para o povo se alimentar, em quantidade suficiente para que ninguém tivesse falta de alimento e morresse no deserto. Amados, Deus não mudou, ELE continua sendo cuidadoso com o seu povo, Jeová-Jiré, o Deus da provisão, conhece quantas pessoas habitam com você e providenciará para cada um o necessário.

Quando o sol do deserto quiser te desanimar e abalar a tua estrutura física, o Senhor será como uma nuvem para ti. No grande zelo de Deus, haverá refrigério para a tua vida! Aquele hino com uma mensagem maravilhosa, aquela pregação, parece que o culto foi feito só para você, aquele versículo bíblico, aquele conselho sábio, aquele abraço afetuoso, serão como nuvens sobre a tua cabeça para não morreres no deserto. Isso revela o cuidado de Deus com a tua vida!

Quando chegava a noite fria, o Senhor aquecia o seu povo através de uma coluna de fogo. Naqueles momentos que parece que a frieza espiritual quer dominar a nossa vida, Deus nos aquece com a chama do Espírito Santo, nos batiza e nos renova. Fortalece a nossa comunhão com Deus e com os nossos irmãos. Aquela visita do pastor, do irmão, do líder. Aquela ligação de um amigo ou irmão. Aquela mensagem de fé no Facebook, Twitter, Whats app ou direto no celular. Tudo isso nos aquece do frio do deserto.

Quando a noite esconde os nossos caminhos e parece que não temos mais direção.  Deus se faz presente como uma coluna de fogo para nos mostrar a direção e nos livrar dos perigos. Quantos momentos de indecisões, às vezes, pelas madrugadas perdemos o sono, mas, nessas horas Deus nos mostra o caminho e o que devemos fazer. Quantos perigos pelo caminho, mas, o Senhor nos livra de muitas doenças e até mesmo da morte. E assim Deus se faz presente na vida do seu povo.

Deus não se esquece da sua promessa, disse que levaria o seu povo para uma terra que manaria leite e mel, o deserto era o oposto da promessa. Muito cuidado para não murmurar, você está vivendo num lugar que Deus prometeu te abençoar, mas parece que tudo está acontecendo exatamente ao contrário, não se desespere, mas, espere o tempo certo de Deus para viveres as promessas de Deus.

Ao encontrar as águas de Mara, o povo hebreu se alegrou, mas, quando provaram da água, se entristeceram e murmuram contra Deus. Se você está atravessando um momento de amargura na sua vida, não murmure, ore ao Senhor, que ELE pode fazer um milagre e transformar essa amargura em bênção para a tua vida! Um filho perdido nas drogas, um esposo que só vive embriagado, irmãos, pais e demais parentes vivendo em situação de amargura podem ser transformados pelo Senhor. Assim como o Senhor deu a Moisés a estratégia certa para fazer a transformação das águas de Mara através de uma vara, assim Deus te dará uma estratégia para ser usada nesse processo de transformação.

Diante das provações vividas no deserto, o povo hebreu lembrava-se do Egito e queria voltar. Nos momentos de provações o mundo parece ser tão confortante, parece ser melhor, entretanto, lembre-se, há uma terra que mana leite e mel esperando por você, o deserto é passageiro, mas, a nova Canaã é eterna.

Deus proporciona um momento de descanso ao povo no meio da jornada, junto ao monte Sinai, foram 11 meses de descanso. Por mais que queiramos atravessar logo o deserto, Deus sempre espera que possamos parar um pouco e dedicarmos um tempo a Deus. Quantas horas ou minutos no dia separamos para nos aproximarmos mais de Deus?

Há muitas coisas querendo ocupar o lugar de Deus na nossa vida, tenhamos bastante cuidado para que nada substitua Deus no altar da adoração. A idolatria parte do coração do homem e domina a mente. O que está enchendo o nosso coração? As novelas da TV, as músicas profanas, os games etc., cuidado! O inimigo está tentando roubar o tempo da adoração a Deus ocupando com muitas coisas inúteis e muitas vezes maléficas para a nossa alma.

O povo achou que Moisés demorou muito no Monte Sinai e desviaram-se da presença do Senhor. Quando o líder se ausenta do rebanho por determinação de Deus, ainda que o rebanho se disperse, voltará à unidade. Porém, se o líder se ausenta do rebanho por negligenciar o ministério, grandes prejuízos surgirão. O pastor deve estar em constante contato com as ovelhas, deve ter o cheiro das ovelhas.

Os hebreus no Monte Sinai se acostumaram com a provisão divina, acharam que Deus não se importava mais com eles, 40 dias de silêncio. Esqueceram que o Maná e a água eram providências milagrosas de Deus para a sua sobrevivência. Hoje não é diferente, há muitos cristãos que murmuram e até se desviam com o silêncio de Deus, esquecem que estão vivendo porque Deus está lhes sustentando.

Como seria o silêncio de Deus? Um exemplo seria clamar, orar, suplicar e não receber qualquer resposta divina, parece que a oração não sobe e Deus não lhe ouve. Mas, enquanto Deus estava em silêncio com o povo, ELE estava trabalhando pelo futuro dos hebreus, criando leis que os conduziriam para uma vida de santidade. Acredite, Deus trabalha no silêncio, espere, confie e verás o agir do Senhor em teu favor.

Quanto maior o deserto, mais perto de Deus ficaremos! Deserto é lugar de crescimento espiritual! Deserto é lugar de experiências milagrosas! O deserto é o caminho para chegarmos em Canaã! Aquele que nos manda ir para o deserto não nos deixa só, mas, está conosco todos os dias “eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mt 28.20).

Desejo-vos uma excelente aula!
Deus vos abençoe!
Ev. Ismael Pereira de Oliveira


_______________________________ 

Professor Mário
Excelente comentário professor Ev. Ismael Pereira.

Saliento que o deserto é um local propício para o agir de Deus, como também um lugar no qual a materialidade do corpo é revelada, na sua imperfeição, fragilidade e fraqueza. O desafio é permanecer na presença de Deus, superando os desejos caídos do velho homem. 

Israel, no deserto, com base na teoria das necessidades de Maslow, psicólogo judeu, com cidadania americana, acometido por uma espécie de ‘cegueira branca’, deseja não mais que suprir as suas vontades fisiológicas, como comida, água, sexo (lascívia, adultério, no arraial, no entorno do bezerro). As necessidades espirituais (Deus já havia se revelado de maneiras variadas desde a saída do velho mundo egípcio e continuava a se revelar no Sinai), sociológicas, globais (Israel como Estado portentoso, modelo de nação) foram relegadas a um segundo plano. 

“Grandes experiências com Deus não curam necessariamente o coração mau e queixoso” (Comentário Bíblico Bacon). Para os Israelitas, qualquer coisa seria melhor que o deserto. A vida de escravidão era confortável. As cebolas, os pepinos e as carnes oferecidas aos ídolos no Egito eram agradabilíssimas. 

Aprendamos com Noemi, que, mesmo passando por muitas amarguras no deserto dos moabitas, buscando atender também suas necessidades fisiológicas, peregrinando nos campos, não se esqueceu de suas origens, do seu Deus, das necessidades espirituais. O seu coração quase vacilara. É natural, como ocorreu com Noemi, pensarmos que nunca sairemos do deserto. Toda jornada tem um fim. No seu regresso, pensara que o deserto havia lhe sucumbido. Pediu que lhe chamassem de Mara (vida amarga). O Deus que supri todas as necessidades essenciais para uma vida de fé e santidade havia reservado, lá na terra do pão, do leite e do mel, muitas bênçãos. Muitos que lhe chamavam de Mara, que desejavam o seu fim, tiveram que se calar. 

Israel não soube esperar em Deus, as necessidades fisiológicas ocuparam a primazia em seu coração. O reino de Deus, ou seja, as necessidades de realização no que se refere ao crescimento espiritual pessoal, deve ser prioridade. Esta necessidade se encontra no topo da Pirâmide. Busquemos o reino e as outras necessidades o Senhor suprirá. 

Para mais informações, consulte a Pirâmide de Maslow – Teoria das necessidades.

Abraço!

ACESSEM: http://marioeducador.blogspot.com/

7 comentários:

  1. Excelente comentário professor Ev. Ismael Pereira.
    Saliento que o deserto é um local propício para o agir de Deus, como também um lugar no qual a materialidade do corpo é revelada, na sua imperfeição, fragilidade e fraqueza. O desafio é permanecer na presença de Deus, superando os desejos caídos do velho homem.
    Israel, no deserto, com base na teoria das necessidades de Maslow, psicólogo judeu, com cidadania americana, acometido por uma espécie de ‘cegueira branca’, deseja não mais que suprir as suas vontades fisiológicas, como comida, água, sexo (lascívia, adultério, no arraial, no entorno do bezerro). As necessidades espirituais (Deus já havia se revelado de maneiras variadas desde a saída do velho mundo egípcio e continuava a se revelar no Sinai), sociológicas, globais (Israel como Estado portentoso, modelo de nação) foram relegadas a um segundo plano.
    “Grandes experiências com Deus não curam necessariamente o coração mau e queixoso” (Comentário Bíblico Bacon). Para os Israelitas, qualquer coisa seria melhor que o deserto. A vida de escravidão era confortável. As cebolas, os pepinos e as carnes oferecidas aos ídolos no Egito eram agradabilíssimas.
    Aprendamos com Noemi, que, mesmo passando por muitas amarguras no deserto dos moabitas, buscando atender também suas necessidades fisiológicas, peregrinando nos campos, não se esqueceu de suas origens, do seu Deus, das necessidades espirituais. O seu coração quase vacilara. É natural, como ocorreu com Noemi, pensarmos que nunca sairemos do deserto. Toda jornada tem um fim. No seu regresso, pensara que o deserto havia lhe sucumbido. Pediu que lhe chamassem de Mara (vida amarga). O Deus que supri todas as necessidades essenciais para uma vida de fé e santidade havia reservado, lá na terra do pão, do leite e do mel, muitas bênçãos. Muitos que lhe chamavam de Mara, que desejavam o seu fim, tiveram que se calar.
    Israel não soube esperar em Deus, as necessidades fisiológicas ocuparam a primazia em seu coração. O reino de Deus, ou seja, as necessidades de realização no que se refere ao crescimento espiritual pessoal, deve ser prioridade. Esta necessidade se encontra no topo da Pirâmide. Busquemos o reino e as outras necessidades o Senhor suprirá.

    Para mais informações, consulte a Pirâmide de Maslow – Teoria das necessidades.

    Abraço meu Ismael.

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    1. Professor Mário, saudações em Cristo Jesus! É sempre um grande privilégio ter bons comentários a respeito das nossas lições como o seu, por isso mesmo fiz questão de publicar para que sua sabedoria e dedicação nos estudos sejam compartilhadas com os milhares de estudiosos da Palavra de Deus que diariamente estão acessando o site em busca de conhecimento. Deus continue lhe abençoando poderosamente! Muito sucesso no seu ministério! Um grande abraço!

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  2. Graças a Deus a ao autor deste materoal que muito tem nos ajudado na nossa pequena escola dominical. Que Deus lhe abenções mais e mais

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    1. Amém! Sinto-me muito feliz em saber que este pequeno trabalho está auxiliando o vosso ministério! Deus vos abençoe pelo esforço em estar pesquisando e buscando apresentar um bom trabalho ministerial! Volte sempre! Um grande abraço!

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  3. Respostas
    1. Um grande abraço para os integrantes da EBD em Riacho Grande! Obrigado pela visita Wagner Felix! Volte sempre! Shalom Adonai!

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