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21 julho 2013

LIÇÃO 4 – JESUS, O MODELO IDEAL DE HUMILDADE




LIÇÃO 4 – JESUS, O MODELO IDEAL DE HUMILDADE

TEXTO ÁUREO
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Fp 2.5).

 VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo é o nosso modelo ideal de submissão, humildade e serviço.


 INTRODUÇÃO
Nesta lição, enfocaremos as atitudes de Cristo que revelam a sua natureza humana, obediência e humilhação, bem como a sua divindade. Humanidade e divindade, aliás, são as duas naturezas inseparáveis de Jesus. Esta doutrina é apresentada por Paulo no segundo capítulo da Epístola aos Filipenses.
Veremos ainda que Jesus nunca deixou de ser Deus, e que encarnando-se, salvou-nos de nossos pecados. A presente lição revela também a sua exaltação.




 
I - O FILHO DIVINO: O ESTADO ETERNO DA PRÉ-ENCARNAÇÃO (2.5,6)

1. Ele deu o maior exemplo de humildade. Na Epístola aos Filipenses, lemos: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (v.5). Este texto reflete a humildade de Cristo revelada antes da sua encarnação. Certa feita, quando ensinava aos seus discípulos, o Mestre disse: "Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração" (Mt 11.29).

Jesus Cristo é o modelo perfeito de humildade. O apóstolo Paulo insta a que os filipenses tenham a mesma disposição demonstrada por Jesus.

2. Ele era igual a Deus. "Que, sendo em forma de Deus" (v.6). A palavra forma sugere o objeto de uma configuração, uma semelhança. Em relação a Deus, o termo refere-se à forma essencial da divindade. Cristo é Deus, igual com o Pai, pois ambos têm a mesma natureza, glória e essência (Jo 17.5) “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”. A forma verbal da palavra sendo aparece em outras versões bíblicas como subsistindo ou existindo.

Cristo é, por natureza, Deus, pois antes de fazer-se humano "subsistia em forma de Deus". Os líderes de Jerusalém procuravam matar Jesus porque Ele dizia ser "igual a Deus". A Filipe, o Senhor afirmou ser igual ao Pai (Jo 14.9-11) “Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras”. A divindade de Cristo é fartamente corroborada ao longo da Bíblia (Jo 1.1) “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 20.28) “Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! (Tt 2.13) “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Hb 1.8) “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de eqüidade é o cetro do teu reino” (Ap 21.7) “Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”. Portanto, Cristo, ao fazer-se homem, esvaziou-se não de sua divindade, mas de sua glória.  

3. Mas "não teve por usurpação ser igual a Deus" (v.6). Isto significa que o Senhor não se apegou aos seus "direitos divinos". Ele não agiu egoisticamente, mas esvaziou- se da sua glória, para assumir a natureza humana e entregar-se em expiação por toda humanidade. O que podemos destacar nesta atitude de Jesus é o seu amor pelo mundo. Por amor a nós, Cristo ocultou a sua glória sob a natureza terrena. Voluntariamente, humilhou-se e assumiu a nossa fragilidade, com exceção do pecado.







II - O FILHO DO HOMEM: O ESTADO TEMPORAL DE CRISTO (2.7,8)

1. "Aniquilou-se a si mesmo" (2.7). Foi na sua encarnação que o Senhor Jesus deu a maior prova da sua humildade: Ele "aniquilou-se a si mesmo".  O termo grego usado pelo apóstolo é o verbo kenoô, que significa também esvaziar, ficar vazio. Portanto, o verbo esvaziar comunica melhor do que aniquilar a ideia da encarnação de Jesus; destaca que Ele esvaziou-se a si mesmo, privou-se de sua glória e tomou a natureza humana. Todavia, em momento algum veio a despojar-se da sua divindade.

Jesus não trocou a natureza divina pela humana. Antes, voluntariamente, renunciou em parte às prerrogativas inerentes à divindade, para assumir a nossa humanidade. Tornando-se verdadeiro homem, fez-se maldição por nós (Gl 3.13) “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”. E levou sobre o seu corpo todos os nossos pecados (1Pe 2.24) “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados”. Em Gálatas 4.4 “mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”, Paulo escreveu que, na plenitude dos tempos, "Deus enviou seu Filho, nascido de mulher". Isto indica que Jesus é consubstancial com toda a humanidade nascida em Adão. A diferença entre Jesus e os demais seres humanos está no fato de Ele ter sido gerado virginalmente pelo Espírito Santo e nunca ter cometido qualquer pecado ou iniquidade (Lc 1.35) “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”. Por isso, o amado Mestre é "verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus".

2. Ele "humilhou-se a si mesmo" (2.8). Jesus encarnado rebaixou-se mais ainda ao permitir ser escarnecido e maltratado pelos incrédulos (Is 53.7) “Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Mt 26.62-64) “E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti? E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mc 14.60,61) “E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti? Mas ele calou-se e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?”. A auto-humilhação do Mestre foi espontânea. Ele submeteu-se às maiores afrontas, porém jamais perdeu o foco da sua missão: cumprir toda a justiça de Deus para salvar a humanidade.

3. Ele foi "obediente até a morte e morte de cruz" (2.8). O Mestre amado foi obediente à vontade do Pai até mesmo em sua agonia: "Não se faça a minha vontade, mas a tua" (Lc 22.42). No Getsêmani, antes de encarar o Calvário, Jesus enfrentou profunda angústia e submeteu-se totalmente a Deus, acatando-lhe a vontade soberana. Quando enfrentou o Calvário, o Mestre desceu ao ponto mais baixo da sua humilhação. Ele se fez maldição por nós (Dt 21.22,23) “Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e haja de morrer, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia, porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim, não contaminarás a tua terra, que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança” (cf. Gl 3.13) “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”, passando pela morte e morte de cruz.







III - A EXALTAÇAO DE CRISTO (2.9-11)

1. "Deus o exaltou soberanamente" (2.9). Após a sua vitória final sobre o pecado e a morte, Jesus é finalmente exaltado pelo Pai. O caminho da exaltação passou pela humilhação, mas Ele foi coroado de glória, tornando-se herdeiro de todas as coisas (Hb 1.3) “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas” (Hb 2.9) “vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos” (Hb 12.2) “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”.

Usado pelo autor sagrado para designar especialmente Jesus, o termo grego Kyrios revela a glorificação de Cristo. O nome "Jesus" é equivalente a "Senhor", e, por decreto divino, Ele foi elevado acima de todo nome. As Escrituras atestam que ante o seu nome "se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor [o Kyrios]" (v.10).

2. Dobre-se todo joelho. Diante de Jesus, todo joelho se dobrará (v.10). Ajoelhar-se implica reconhecer a autoridade de alguém. Logo, quando nos ajoelhamos diante de Jesus, deixamos bem claro que Ele é a autoridade suprema não só da Igreja, mas de todo o Universo. Quando oramos em seu nome e cantamos-lhe louvores, reconhecemos-lhe a soberania. Pois todas as coisas, animadas e inanimadas, estão sob a sua autoridade e não podem esquivar-se do seu senhorio.

3. "Toda língua confesse" (v.11). Além de ressaltar o reconhecimento do senhorio de Jesus, a expressão implica também a pregação do Evangelho em todo o mundo. Cada crente deve proclamar o nome de Jesus. O valor do Cristianismo está naquilo que se crê. A confissão de que Jesus Cristo é o Senhor é o ponto de convergência de toda a Igreja (Rm 10.9) “A saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo” (At 10.36) “A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o Senhor de todos)” (1 Co 8.6) “Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele”. Nosso credo implica o reconhecimento público de Jesus Cristo como o Senhor da Igreja. A exaltação de Cristo deve ser proclamada universalmente.





CONCLUSÃO
O tema estudado hoje é altamente teológico. Vimos a humilhação e a encarnação de Jesus. Estudamos a dinâmica da sua humanização e a sua consequente exaltação. Aprendemos também que o Senhor Jesus é o Deus forte encarnado - verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E que Ele recebeu do Pai toda a autoridade nos céus e na terra. Ele é o Kyrios, o Senhor Todo-Poderoso. O nome sob o qual, um dia, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Proclamemos essa verdade universamente.



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OBS: O tamanho original de cada slide é 28x19 cm, para manter as proporções e qualidades dos slides sugerimos alterar o tamanho do seu slide no PowerPoint em “Design” e depois “Configurar página”.

Referências

Revista Lições Bíblicas. FILIPENSES, A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Lição 4 – Jesus, o modelo ideal de humildade. Texto áureo. Verdade prática. Introdução. I – O filho divino: O estado eterno de pré-encarnação (2.5,6). 1. Ele deu o maior exemplo de humildade. 2. Ele era igual a Deus. 3. Mas “não teve por usurpação ser igual a Deus”. II – O filho do homem: O estado temporal de Cristo (2.7,8). 1. “Aniquilou-se a si mesmo” (2.7). 2. Ele “humilhou-se a si mesmo” (2.8). 3. Ele foi “obediente até a morte de cruz” (2.8). III – A exaltação de Cristo (2.9-11). 1. “Deus o exaltou soberanamente” (2.9). 2. Dobre-se todo joelho. 3. “Toda língua confesse” (v.11).  Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 3° Trimestre de 2013.

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16 comentários:

  1. A paz do Senhor!!!
    Meu amigo Pastor.Ismael, os slides estão cada vez melhores, só Deus para te recompensar, que o nosso Deus abençoe o amado irmão e a sua família, um grande abraço. tenha uma semana de vitórias e até a próxima em nome de Jesus!!!

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    1. Meu amigo, pastor Francinaldo, a Paz do Senhor Jesus! É sempre muito bom ver a participação dos nossos amigos e irmãos em Cristo aqui no site, a vossa atenção muito tem nos motivado nesse trabalho! Que as bênçãos grandiosas do nosso Deus continue estendida sobre sua vida e de sua família! Conto sempre com as vossas orações! Obrigado pelas palavras de apoio! Desejo-lhe uma semana ricamente abençoada por Deus! Abraços meu amigo!

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  2. A paz do Senhor !
    Obrigado por tão belo trabalho .
    Para vossa meditação :
    "Eis aqui, bendizei ao SENHOR todos vós, servos do SENHOR, que assistis na casa do SENHOR todas as noites.
    Levantai as vossas mãos no santuário, e bendizei ao Senhor.
    O Senhor que fez o céu e a terra te abençoe desde Sião. ( Salmos 134:1-3 ).
    Orando por vós !
    Pr Milton Souza , A.Deus -Barra Mansa ( R.J ) .

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    1. Pastor Milton Souza, meu amigo, a Paz do Senhor! Que versículo maravilhoso! Podemos sentir a graça abundante do nosso Deus sobre nossa vida ao ler essa Palavra! Muito obrigado! Saiba que Deus tem lhe usado muito com esses versículos para nos trazer respostas, conforto e a sua maravilhosa graça. Para mim, não há profecia maior do que a Bíblia Sagrada! Creio e vivo essa Palavra tão poderosa! Deus o faça resplandecer em lugares sombrios! Que as pessoas vejam a glória de Deus sobre a sua vida! Obrigado pelas orações, não se canse de interceder por nós! Um grande abraço! Shalom!

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  3. A graça e a paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Irmão Ismael que o nosso Deus continue te abençoando e multiplicando as suas bençãos...

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    1. Pastor Julio Cesar Martins, a Paz do Senhor! É maravilhoso saber que os nossos amados irmãos em Cristo estão constantemente nos abençoando para continuarmos realizando esse ministério! Sou muito grato a Deus pela sua vida! A minha oração é que Deus o faça produzir muito mais frutos para glória de Deus! Que sua família viva as bênçãos de Deus a cada dia! Um forte abraço! Shalom Adonai!

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  4. Carmem Lúcia Trindade---- Arag. TO22 de julho de 2013 16:31

    A cada semana nossa perspectiva aumenta quanto aos novos slides.Graças a Deus que temos esta fonte riquíssima a nos subsidiar. Que Deus o abençoe sempre!!!

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    1. Professora Carmem Lúcia Trindade, saudações em Cristo Jesus! Fico muito feliz em saber que esse trabalho está correspondendo às expectativas dos amados professores e alunos! Interceda por nós e por este projeto, para que possamos sempre melhorar e dedicarmos a Deus o nosso melhor! Bons estudos e boa aula! Deus abençoe ricamente o seu ministério! Shalom Adonai!

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  5. COM TODO RESPEITO AO DR. CARAMURU QUERO DIZER QUE O SEU COMENTÁRIO SOBRE A TEORIA KENÓTICA NÃO CORRESPONDE AO QUE A BÍBLIA ENSINA:
    1. COMO JESUS ABRIU MÃO DE SUA GLÓRIA QUANDO A BÍBLIA DIZ QUE:
    a. "VIMOS A SUA GLÓRIA, GLÓRIA COMO DO UNIGÊNITO DO PAI? (Jo. 1.14);
    b. "E MANIFESTOU A SUA GLÓRIA; E OS DISCÍPULOS CRERAM NELE? (Jo. 2.11);
    c. "ISAÍAS DISSE ISTO QUANDO VIU A SUA GLÓRIA E FALOU DELE (Jo. 12.41).
    O ESVAZIAMENTO DE CRISTO NÃO ACONTECE PELA SUBTRAÇÃO DE SEUS ATRIBUTOS OU PRERROGATIVAS, POIS JESUS USOU SEUS ATRIBUTOS LIVREMENTE EM CURAS E MILAGRES SEM NENHUM CONSTRANGIMENTO OU INQUIETAÇÃO PESSOAL. USOU SUAS PRERROGATIVAS DO MESMO MODO QUANDO PERDOOU PECADOS, RESSUSCITOU MORTOS, RECEBEU ADORAÇÃO, E ETC.
    OUTRA COISA É QUE O ESVAZIAMENTO PROPRIAMENTE DITO DIZ RESPEITO À VIDA TERRENA E NÃO PARTINDO DA ETERNIDADE. O ESVAZIAMENTO DE CRISTO ACONTECE AQUI E NÃO NA ETERNIDADE.
    O VERDADEIRO ESVAZIAMENTO DE CRISTO NÃO ESTÁ EM COMO ELE SE ESVAZIOU E NÃO DE QUE ELE SE ESVAZIOU. ESTE É O ERRO DOS TEÓLOGOS QUENÓTICOS, E DE BOA PARTE DA TEOLOGIA EM PORTUGUÊS E DE PROFESSORES E PREGADORES QUE REPRODUZEM ESSA TEOLOGIA. SE FIZERMOS UM TESTE HERMENÊUTICO NO TEXTO DE FILIPENSES 2.5 - 8, PERGUNTANDO AO TEXTO DE "QUE" CRISTO SE ESVAZIOU, ELE NÃO RESPONDE LITERALMENTE, MAS SE PERGUNTARMOS "COMO" ELE SE ESVAZIOU, O TEXTO RESPONDE QUE CRISTO SE ESVAZIOU "ASSUMINDO A FORMA DE SERVO". (V.6).
    O TEXTO DE JOÃO 13 NOS DÁ A EXATA VISÃO DO ESVAZIAMENTO DE CRISTO: Jo. 13.13 - 15 "Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também."
    JESUS SENDO MESTRE E SENHOR SE FEZ SERVO DOS DISCÍPULOS LAVANDO-LHES OS PÉS. CRISTO NÃO PRECISOU DEIXAR DE SER SENHOR E MESTRE, OU DE USAR SUAS PRERROGATIVAS DE SENHOR E MESTRE PARA SERVI-LOS. ERA ISTO QUE PAULO QUERIA ENSINAR AOS FILIPENSES: QUE ELE NÃO PRECISARIAM DEIXAR DE SER CIDADÃOS ROMANOS PARA SERVIR UNS AOS OUTROS, MAS SENDO CIDADÃOS ROMANOS PODERIAM VIVER UMA VIDA MÚTUA, ABENÇOANDO UNS AOS OUTROS. QUANTO À UNÇÃO DE JESUS NO JORDÃO, NÃO HÁ ALI UNÇÃO DE CONCESSÃO DE PODER, MAS AUTORIZAÇÃO, POIS JESUS INICIAVA SEU MINISTÉRIO DE PROFETA, SACERDOTE E REI, TODOS ESTES INICIADO COM UNÇÃO E É ISTO QUE O TEXTO DE ATOS 10.38.

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    1. Obrigado amada(o) irmã(o) pela sua participação! Volte sempre! Deixo o espaço aberto para o Dr. Pastor Caramuru apresentar sua resposta, caso queira. Abraços!

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  6. KENOSIS

    Em meados do século dezoito uma nova forma de cristologia fez seu aparecimento nas teorias kenóticas para denotar a autolimitação, não do Logos, mas do Deus e homem, autolimitação pela qual Ele, no interesse da sua humilhação, pôs de lado o uso prático dos seus atributos divinos.
    Afirmou-se que a compreensão da encarnação estava no texto de Fil.2.7: “a si mesmo esvaziou-se”. De acordo com essa idéia (doutrina do Kenosis) aquilo de que Jesus se esvaziou foi “a forma de Deus” (v.6). Para eles Jesus deixou de lado seus atributos divinos e assumiu, em lugar deles, qualidades humanas, porém suas qualidades morais foram mantidas.
    A doutrina do Kenosis sustenta que Jesus não é Deus e homem simultaneamente, mas alternada ou sucessivamente. Na verdade por estes pontos de vista a encarnação consistiu de uma troca. Nos ensinamentos kenóticos o Logos se despojou dos seus atributos transitivos ou de todos os seus atributos, reduziu-se a uma simples potencialidade em união com a natureza humana, desenvolveu-se de novo tornando-se uma pessoa divino-humana.
    A palavra “kenoo” nos diz que Cristo “a si mesmo esvaziou”. Os “teólogos kenóticos” interpretam erradamente o ato que a palavra descreve. Eles nos dizem que Cristo se esvaziou a si mesmo de seus atributos relativos e que ao mesmo tempo retinha seus atributos imanentes.
    Dizem que Cristo tinha amplo e profundo conhecimento, mas não era onisciente; que não era onipresente, e que ele não teve de forma alguma onipotência, os milagres que realizou foi em virtude do poder que o Pai lhe conferiu, ou que foi o poder do Espírito Santo quando recebeu o batismo, ou em respostas à suas orações.
    Interpretações como estas desmerecem a grande doutrina cristã da cristologia. O que temos pelo texto da carta aos filipenses é um Cristo Todo Poderoso que mesmo “subsistindo em forma de Deus” assumiu a “forma de servo” para nos abençoar completamente.

    TEORIAS QUENÓTICAS TRADICIONAIS

    1. Cristo Esvaziou-se da Consciência Divina – O Filho de Deus pôs de lado a sua participação na divindade quando se tornou homem. Todos os atributos da Sua divindade literalmente cessaram quando ocorreu a encarnação. O Logos tornou-se uma alma que habitou no Jesus humano.
    2. Cristo Esvaziou-se da Forma Eterna de Ser – O Logos trocou a Sua forma eterna por uma forma temporal condicionada pela natureza humana. Nessa forma temporal, Cristo não possuía todos os atributos pertinentes à Deidade, embora pudesse exercer poderes sobrenaturais.
    3. Cristo Esvaziou-se dos Atributos Relativos da Deidade – Esta noção faz uma distinção entre atributos essenciais, tais como verdade e amor, e aqueles relacionados com o universo criado, tais como onipotência e onisciência.
    4. Cristo Esvaziou-se da Integridade da Existência Divina Infinita – Na encarnação de Cristo, o Logos assumiu uma vida dupla. Um “centro vital” continuou a funcionar conscientemente na Trindade, ao passo que o outro se encarnou com a natureza humana, inconsciente das funções cósmicas da Deidade.
    5. Cristo Esvaziou-se da Atividade Divina – O Logos entregou ao Pai todas as suas funções e responsabilidades divinas. O Logos encarnado estava inconsciente dos acontecimentos internos da Trindade.
    6. Cristo Esvaziou-se do Exercício Efetivo das Prerrogativas Divinas – O Logos removeu a atuação dos atributos divinos do campo do real para o potencial. Ele reteve sua consciência divina, mas renunciou às condições da infinidade e à sua forma.

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  7. OBJEÇÃO À TEORIA KENÓTICA

    A abordagem kenótica está fora de foco contextual e hermeneuticamente. Contextualmente a teoria kenótica erra quando busca extrair uma doutrina de um texto prático, pois o objetivo de Paulo não é doutrinar os filipenses sobre a doutrina do esvaziamento de Cristo, e sim através do exemplo de Cristo levar os filipenses a uma humildade sincera e genuína e à mutualidade.
    Hermeneuticamente há dois erros:
    1. Baseia esta doutrina em um só texto (Fil. 2) e outros textos interpretados equivocadamente;
    2. Quando estudamos um texto hermeneuticamente temos que fazer algumas perguntas que facilitam a compreensão. O problema é que os teólogos kenóticos quando examinam o texto de Fil. 2.5 – 8 insistem em fazer a pergunta: “De que Cristo se esvaziou?”, a qual o texto não responde. A verdadeira abordagem do texto deve ser feita com a pergunta: “Como Cristo se esvaziou?”. A esta pergunta o texto responde dizendo que ele se esvaziou “assumindo a forma de servo”;
    3. A teoria se baseia na concepção panteísta de que Deus e o homem não são totalmente diferentes, mas que um pode ser transformado no outro;
    4. Transtorna completamente a doutrina da imutabilidade de Deus (Ml. 3.6; Tg. 1.17);
    5. Essa teoria significa uma virtual destruição da Trindade, pois, o Filho esvaziado dos seus atributos não poderia mais ter uma subsistência na vida trinitária;
    6. Ela supõe uma relação muito frouxa entre o modo divino de existência, os atributos divinos e a essência divina;
    7. A teoria não resolve o problema, pelo contrário, traz mais confusão, pois o Cristo kenótico nem é Deus nem homem.

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  8. Em contrapartida podemos dizer que Jesus várias vezes demonstrou seu conhecimento divino: “Mas o próprio Jesus não confiava a eles, porque os conhecia a todos, e não necessitava de que alguém lhe desse testemunho do homem, pois bem sabia o que havia no homem.”; “Sabendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais?” (Jo. 2.24, 25; 18.4).
    Ele repreendeu demônios, o vento e o mar, alimentou milagrosamente a multidões, curou enfermos e ressuscitou mortos. João cataloga oito sinais para que crêssemos que Jesus é o Filho de Deus: “Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (Jo. 20.30, 31).
    Muitos homens de Deus fizeram e ainda fazem grandes milagres no poder do Espírito Santo, mas isto não demonstra que sejam “deuses” ou Deus encarnado, mas somos levados a crer que Cristo é Deus pelas obras que realizou. Se Jesus tivesse feito tudo isso no poder do Espírito, ele seria apenas mais um homem usado por Deus neste mundo, mas Jesus os realizou por sua própria divindade.
    No que diz respeito à sua onipresença a Bíblia não é tão clara em sentido de quantidade de material, mas seus registros nos dão a compreensão de uma pessoa não confinada à terra. Em Jo. 3.13 diz: o “filho do homem”, (que esta na terra), “está no céu”.
    A humilhação consistia na rendição do exercício independente dos atributos divinos nos seguintes aspectos:
    1. Em Função de Sua Missão – Somente naquilo que estava proposto para o cumprimento da Sua obra, cumprindo fielmente o plano redentor;
    2. Em Benefício Próprio – Uso em seu próprio benefício evitando qualquer presunção por parte de Cristo, o que seria impróprio, pois o seu objetivo era glorificar o Pai e não a si mesmo. Foi exatamente isto que Satanás fez com Adão no jardim e tentou fazer com Jesus no deserto;
    3. Em Relação ao Pai – Ele é onipotente, onipresente e onisciente à medida que o Pai lhe havia concedido exercer esses atributos;
    a. Falou das coisas que o Pai lhe havia mostrado: “Porque o Pai ama ao Filho, e mostra-lhe tudo o que ele mesmo faz; e maiores obras do que estas lhe mostrará, para que vos maravilheis.”; “Eu falo do que vi junto de meu Pai; e vós fazeis o que também ouvistes de vosso pai.” (Jo. 5.20; 8.38);
    b. Foi ensinado: “Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo.” (Jo. 8.28);
    c. Foi lhe dado algo a fazer: “Mas o testemunho que eu tenho é maior do que o de João; porque as obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que faço dão testemunho de mim que o Pai me enviou.” (Jo. 5.36);
    d. Foi-lhe dada autoridade: “Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.” (Jo. 10.18);
    e. Foi “ungido com o Espírito Santo e poder”: “concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele.” (At.10.38);
    f. Expulsou demônios pelo Espírito Santo: “Mas, se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, logo é chegado a vós o reino de Deus.” (Mat. 12.28);
    g. Deu ordens aos apóstolos, pelo Espírito Santo: “até o dia em que foi levado para cima, depois de haver dado mandamento, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;” (At.1.2);
    h. Ofereceu-se a Deus pelo Espírito Santo: “que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo.”; “quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo?” (Hb. 7.27; 9.14)

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  9. Pr. Ismael, a Paz do Senhor, publiquei estes artigos como anônimo porque tentei por várias formas e não consegui. Por favor, gostaria que o senhor me desse os passos para que eu me cadastre para participar, pois sou frequentador, participante e professor da EBD desde que me converti, e gostaria de contribuir sempre que for oportuno. Agradeço a atenção, que Deus o abençoe neste maravilhoso ministério, Meu nome é Ozeas Silva. A Paz do Senhor.

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  10. Professor Ozeas Silva, a Paz do Senhor Jesus! Sua participação foi muito importante, desde já muito obrigado! Para se cadastrar no site basta fazer o login com uma conta no gmail e clicar em "Participar deste site". Seja bem-vindo! Espero ver sua participação outras vezes! Um grande abraço! Shalom!

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  11. MUITO BOM,QUE DEUS ABENÇOE A TI,O TEU MINISTERIO E FAMILIA!!!!

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Obrigado pela sua participação! Volte sempre!